Trips and Beers, Argentina – Por Katsumi Gushiken

Por | 19 de maio de 2015

E a Kachu continua sua aventura maluca pela América Latina. Ela contou, em seu primeiro texto aqui para o Beercast, o que achou das cervejas que provou no UruguaiAgora é a vez de degustações em terras argentinas. Aproveite as preciosas dicas e a boa leitura!

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Olhando pra Kachu, a gente fica com aquela sensação: “Acho que essa menina não vai dar conta!”

Meu segundo país foi a Argentina, nosso vizinho famoso pela carne, vinho e tango! E também donos de boas cervejas artesanais!

Sobre preços, a Argentina é equivalente ao Brasil, mas tem um “macete” que pode te ajudar a deixar a viagem muito mais econômica! O Blue Market, onde você pode trocar dinheiro em espécie (pode ser dólares ou reais) por uma cotação de 30% a 50% a mais que a oficial. O governo argentino proíbe a venda de moeda estrangeira – existe uma cota – e a inflação anual de 40% faz com que os argentinos necessitem de uma moeda mais forte para guardar, criando esse mercado paralelo. É uma prática ilegal, mas socialmente aceita. Quando você se hospedar, só perguntar onde trocar o dinheiro pela cotação paralela que vão te indicar o ponto de troca da cidade. É super tranquilo, troquei muitas vezes e nunca tive problemas.

O que encontrar na prateleira do mercado:

O que reina na Argentina é a Quilmes, a cerveja mais barata, competindo com a nossa Brahma. Vou dizer que os outros estilos da Quilmes são mais interessantes, tomei a Stout (um pouco doce demais), mas a 1594 estava ótima. E os preços são ótimos, 1 litro por 20 pesos – 7 reais!

A Patagônia é uma cerveja Premium mais cara, mas inovou com o estilo Weisse, já que os argentinos não consomem muita cerveja de trigo, são mais ligados nas Ales, principalmente IPAs.

Para mim, o melhor custo e benefício foi a Imperial, ela é um pouco mais cara que a Quilmes e com qualidade superior. Todos os estilos que provei estavam ótimos!

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Imperial: um autêntico Carlos Gardel no quesito custo x benefício.

Um detalhe, para comprar no mercado é necessário pagar pelo vasilhame, mas é retornável. E só vendem cerveja de 1 litro lá! Dá para comprar uma tampinha de borracha, chamada Beer Saver, para não precisar tomar tudo de uma vez (ou não), rs.

Cerveja Artesanal!

O cenário de cerveja artesanal na Argentina é grande! Andando pelas ruas de Buenos Aires, principalmente em São Telmo – um bairro com pinta de centro velho, mas descolado – você encontrará vários bares e restaurantes que produzem a própria cerveja sem ter uma marca. Vi uma placa escrito cerveja artesanal, onde tinha uma velhinha atendendo e perguntei qual era aquela cerveja. Ela disse “rubia”, feita por ela, acredito…. ahhh rubia não é ruiva como imaginei que fosse! É loira em espanhol, a ruiva é colorado ou rojo :p

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Os hermanos levam a coisa a sério, como nós!

A Cervejaria Antares é o maior bar de cerveja artesanal,  todas as grandes cidades tem uma! É uma cerveja boa, com preço justo e o melhor é o Happy Hour (normalmente tem a duração de duas horas, entre 18:00 a 20:00), onde a cerveja é double. Você pode se arriscar a degustar todos os estilos por metade do preço! E ainda ganha uma porçãozinha de amendoim!

Outra cervejaria famosa é a Jerome, encontrei em várias cidades, mas tem o mesmo preço da Antares e pessoalmente achei a qualidade inferior.

Agora dicas de outro lugar frequentado pelos brasileiros: Bariloche!

Uma cervejaria bacana e badalada por lá é a Manush, boa cerveja, o único problema é que os barris acabam rápido, então,  vale a pena chegar cedo, aproveitar o horário de Happy Hour (cerveja double) e provar muitos estilos!

Se tiver tempo, passe em El Bolson, uma cidade pequena a duas horas de Bariloche. Aos sábados tem uma feira na praça principal com um monte de barracas de cerveja artesanal. Eu tomei a IPA da Pilker e estava bem lupulada 🙂

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“El Bóson de Higgs” 😀 Um bom achado!

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Pilker: a bem lupulada!

Curiosamente em El Bolson tem a maior concentração de pequenos produtores artesanais, a região é a maior produtora de Lúpulo da Argentina. Também são organizados muitos festivais, não tive sorte de pegar algum quando estava por lá, mas vale a pena checar se estiver pelas redondezas.  E se você não tem tempo para ir, pode comprar a cerveja de El Bolson em mercados em Bariloche – tomei uma defumada – que para mim sempre tem gosto de bacon!

 

Resumindo o resto do cenário em outras cidades, você sempre vai achar uma cerveja local, que são pilsens comuns e baratas, passei em Córdoba e tinha a cerveja Córdoba e em Mendoza, a Andes. Nada digno de nota.

Na província de Santa Fé, eles produzem a cerveja Otromundo, se você tiver a oportunidade de provar, é possível encontrar em bares localizados ao norte da Argentina.

Com certeza deixei de falar de muitos lugares, mas espero ter ajudado com algumas dicas!

Endereços:

CERVEJARIA ANTARES
www.cervezaantares.com
Buenos Aires
Bolívar 491, 1067 – San Telmo
Armenia 1447, Palermo
Mendoza
Villanueva 153, Mendoza
Córdoba
San Lorenzo 79, 5000 Córdoba

CERVEJARIA MANUSH
San Carlos de Bariloche
Neumeyer 20

EL BOLSÓN
San Carlos de Bariloche
Feira Artesanal na Plaza Pagano

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Cenas dos próximos capítulos. Aguarde!

 

9 comentários para “Trips and Beers, Argentina – Por Katsumi Gushiken

  1. Pingback: Turista Sofre 2017: Itália - parte 1: Milão e norte da Itália - Beercast Brasil

  2. André Paiva (Itajubeer)

    Muito legal o post da Kachu!
    Acredito que tenho mais 3 outras dicas ótimas em Buenos Aires:
    Bar Cruzat
    Fica em Pazeo Plaza na Calle Sarmiento, 1617. É uma bar com muitas cervejas artesanais locais e com temática legal. Tomei uma Weiss da Una Más na pressão, muito boa. Tomei uma Punpking Ale da cervejaria Berlina perfeita. Uma Scotch Ale da Antares deliciosa. E tomei uma Pale Ale com laranja da Barbaroja, péssima, horrível. A dona que não me recordo o nome é uma descendente de alemães muito simpática, cuja qual fiquei conversando um tempão sobre cerveja e no fim ela me deu uma cerveja artesanal de pequena produção, praticamente caseira, de nome Jarva, a cerveja tem o nome de Oktopus e é uma Dubbel, que fiquei extasiado com a qualidade e o sabor. Perfeita.
    Buller´s pub
    Da própria cervejaria Buller´s (tem na Recoleta na frente do Cemitério e próximo às Galerias Pacíficos na Calle Paraguay) que assim como a Antares, oferece o kit degustação no menu. No qual você toma todos os estilos em um tábua com 6 copos com todos os estilos da fábrica. Destaque para a Stout e IPA, as quais repeti no pint.
    Treffen Beer Bar Museo
    Este foi o melhor pub que fui na vida. Fica na Calle Piedras, 178. O som como nos outros é de rock, já ganham pontos comigo por isso. A carta de cerveja de todo mundo é um destaque e com preços acessíveis. Mas, o auge foram as 20 torneiras, ou mais, de cervejas artesanais locais, inclusive do próprio bar. A Weiss da Zeppelin (deles mesmos) é excelente, assim como a Castel Caral IPA. O destaque ficou com a IPA Buko, de cair o queixo. A decoração do bar é que encanta os olhos de qualquer cervejeiro. É literalmente um museu, pois tem kags, latas, garrafas do mundo todo e de todos os tempos (tem garrafa de cerâmica de 1980 exposta). Uma lareira climatizando o local também foi legal, assim como o atendimento. Durante semana é o forte, muitos fazendo o seu happy hour.
    Todos os pubs tem o costume de desconto no happy hour, das 18h as 20h em média. Geralmente, toma-se dois pints pelo preço de um ou tem descontos significativos.
    Na torneira sempre é um pint, que eles chamam de pinta.
    Das cervejas mainstream destaco a Einsbeck que é da Weisteiner alemã. É a atual patrocinadora do Boca. É legal tomá-la no restaurante dentro do La Bombonera para entrar no clima.
    Espero que tenha contribuído com o post. Todas as fotos estão no instagram @itajubeer

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  3. Fabrizio Guzzon

    Kashu,
    Muito bacana o post.
    Fui para a Argentina no ano retrasado, mas ficquei somente duas tardes, não consegui correr atrás de praticamente nada de cerveja.
    Acabei partindo para uma outra pegada e bebi só Quilmes nos botecos… rsrs

    Mas com esse guia, da próxima vez que for já sei onde encontrar as breajs 😉

    Abç
    Guzzon

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  4. Alex Rodrigues do Nascimento

    Poxa, quando eu fui em Buenos Aires ainda não estava no “modo hard” de busca cervejeira. Conheci a Quilmes bock, a Imperial (que no frigobar do hotel era mais barato que a água mineral!!!!) e a Patagônia Amber Ale.

    Se eu soubesse que há vários bares que fabricam a própria cerveja em São Telmo, teria dado mais atenção ao local.

    Essa dica já vai ficar registrada na memória para próxima ida lá.

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  5. Daniel Córdova

    Esse seu guia vai ser bem útil quando eu finalmente tirar do papel o plano de passar um feriado em Buenos Aires.
    Muito legal!

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