Boa Cerveja-Feira…. com Pimock

Por | 12 de junho de 2015

Esta semana vamos partir para uma cerveja aparenta ser clássica, mas esconde em seu interior a vontade de inovar de seus criadores, a Pimock.

Esta cerveja é produzida pela Freigeist Bierkultur sob o comando de Sebastian Sauer e Peter Esser, que são conhecidos pela sua vontade de inovar e trazer novos ares ao cenário cervejeiro alemão.

Como a cervejaria é em Colônia e as cervejas weizen são típicas da região Bávara, esta produção de Wiezen em Colonia foi batizada de Pimock, que é uma gíria da região para refugiado, podendo até mesmo ser entendida como uma ofensa. Mas os cervejeiros da Freigeist não pararam por ai, trocaram a levedura utilizada pela levedura Kölsh (típica do estilo da região) e colocaram doses muito maiores de lúpulo na cerveja, transformando oque poderia ser uma Weizen clássica em uma sutil releitura do estilo.

Pimock

2015.12.06 PimockDados Técnicos:

Cerveja: Pimock
Estilo: Weizenbier
Teor: 5,3%
País de origem: Alemanha
Embalagem: 500 ml

Ao ver a cerveja no copo podemos apreciar sua coloração dourada escura, com nuances caramelo e sua espuma levemente bege e densa como creme.

No aroma temos o malte em primeiro plano, com notas adocicadas que chegam a remeter a rapadura, em segundo plano temos notas suaves de banana passa e um leve herbal e condimentado.

Ao provarmos a Pimock encontramos um líquido de corpo e rescência média, enquanto que no paladar temos novamente o malte se destacando, trazendo notas de rapadura, banana de forma muito mais suave que uma weizen tradicional e notas herbais e condimentadas que acompanham o amargor da cerveja.

Na aftertaste temos as notas adocicadas de malte, banana e rapadura sendo acompanhadas por um amargor crescente mais ainda assim equilibrado com o contexto da cerveja, resultado da dose extra de lúpulo usada na Pimock.

Esta é uma cerveja que mesmo com um corpo mediano se mostra refrescante, com notas de rapadura e banana e um amargor agradável e seco ao final.

As cervejas weizen são um dos coringas das harmonizações, podendo ser usadas para harmonizar com sucesso uma grande variedade de pratos, e por conta disto hoje irei propor uma harmonização com sobremesa.

Como a Pimock tem a presença de aromas e sabores de banana e cravo discretos por conta do uso da levedura Kölsh, proponho uma harmonização com torta quente de banana com calda caramelizada.

O sabor da banana na torta irá destacar as notas frutadas que estão em segundo plano, a calda caramelizada irá completar a sensação de malte adocicado enquanto que a presença mais destacada do lúpulo no aftertaste irá equilibrar o conjunto.

Prost!

Fabrizio Guzzon

12 comentários para “Boa Cerveja-Feira…. com Pimock

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    1. Fabrizio Guzzon Autor

      Grande Luquita,
      Eles nem deve ter ideia do que é rapadura mesmo, mas as notas de malte, dulçor e caramelo acabam trazendo essa percepção de rapadura, que deve ser uma percepção bem regional…

      Abç
      Guzzon

      Responder
    1. Fabrizio Guzzon Autor

      Ba dum tss… rsrsrs
      Anselmo, mas harmonizar com uma pipoca doce, daquelas que você na praça da cidade… deve ficar bom mesmo.

      Abç
      Guzzon

      Responder
    1. Fabrizio Guzzon Autor

      Valeu Adalba!
      Eh muito boa a cerva, bem diferente das weizen clássicas que conhecemos.

      Abç
      Guzzon

      Responder
  5. Daniel Córdova

    Fala Guzzon!
    Faz um tempo que bebi essa e acho que se eu soubesse dessa história teria aproveitado ela melhor (tava escrito na revista que veio ela? acho que não li).
    Só acho difícil vc explicar pro alemão que fez ela os aromas de rapadura hehe
    E achei muito boa a harmonização. Aposto que a sua fica melhor, mas imaginei tentar harmonizar com uma cuca de banana também.
    Vocês tem cuca por aí? É uma torta da região mais alemã aqui do estado, ali por Blumenau (mas tem aqui no litoral também) com uma farofa doce de manteiga por cima e pode ter banana, frutas, chocolate… sou fã de cuca.
    Que fome!

    Responder
    1. Fabrizio Guzzon Autor

      Grande Daniel!
      Eu acho que não estava na revista, encontrei essa informação numa pesquisa que estava fazendo sobre a cervejaria e a origem no nome da cerveja. Achei a ideia de mexer a origem da materia prima e chamar a cerveja de outra região de alemanha de “refugiada” uma tiração de sarro bacana.
      E harmonizar com cuca de banana deve funcionar bem tbm. Aqui existe cuca sim, mas não é algo comum… por sinal, é bem dificil achar um lugar que faça uma bem feita..

      Abç
      Guzzon

      Responder

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