Boa Cerveja-Feira…. com Le Freak

Por | 24 de julho de 2015

Esta semana vamos encontrar mais uma experiência híbrida, misturando um estilo clássico norte americano e um estilo clássico belga, a Le Freak.

A Le Freak é produzida pela Green Flash Brewery de San Diego, que foi fundada em 2002 em Carlsbad e migrou para sua cidade sede atual em 2011. Hoje a Green Flash é a quarta maior cervejaria de San Diego e produz cerca de 45.000 barris por ano.

Usando de inspiração as Imperial India Pale Ale Norte Americanas e as Tripels Belgas a Green Flash criou a Le Freak, apesar de ser uma união inesperada temos as principais características destes estilos sendo mantidas, como o amargor da Imperial IPA e as notas de malte e dulçor das Tripels, os aromas críticos das Imperial IPA com os aromas de frutas das Tripel.

Ao final da experiência temos uma cerveja com pouco menos de 10% de álcool, quase 100 IBU, uma cerveja densa e maltada, uma união inesperada porem muito bem sucedida.

Le Freak

2015.07.24 Le FreakDados Técnicos:

Cerveja: Le Freak
Estilo: Belgian IPA
Teor: 9,2%
País de origem: EUA
Embalagem: 355 ml

Quando servimos a Le Freak encontramos uma cerveja dourada, brilhante e com espuma consistente, cremosa e branca.

No aroma temos o primeiro contato com a complexidade desta cerveja, as notas de caramelo do malte surgem acompanhadas pelas notas cítricas e frutadas com nuances de maracujá, ameixa branca e abacaxi vindo tanto do lúpulo quanto da fermentação.

Ao provarmos encontramos um líquido de corpo e carbonatação médios, enquanto que no paladar o malte se destaca pelo dulçor que lembra caramelo e pelas notas frutadas de abacaxi e ameixa, o amargor já se faz presente desde o inicio da degustação e em segundo plano temos as notas cítricas vindas do lúpulo.

No aftertaste o amargor se intensifica de forma pungente acompanhado pelas notas cítricas de maracujá e casca de laranja, ocupando todo o paladar e terminando de forma seca e limpa.

A Le Freak é uma cerveja com inicio adocicado pelo malte, com uma transição equilibrada com notas frutadas e cítricas até o final onde o amargor é o protagonista.

Esta cerveja nos dá uma variedade de opções quando pensamos em harmonizar, mas irei focar nas duas características que mais me chamaram a atenção, o dulçor inicial e o amargor final.

Para isso eu proponho uma harmonização com escondidinho de carne seca com pimenta biquinho. A proposta aqui é harmonizar pelo contraste, onde teremos o dulçor inicial em contraponto a carne seca naturalmente salgada, e deixamos a pimenta biquinho acompanhar o amargor somente como complemento de sabor, dado que sua picância é baixa.

Prost!

Fabrizio Guzzon

9 comentários para “Boa Cerveja-Feira…. com Le Freak

    1. Fabrizio Guzzon Autor

      Olha Luquita…. gostei dessa ideia…
      Eu diria que eu economizaria com isso…. mas na verdade eu só beberia mais e melhor… hehehe

      Vamos ver se algum clube topa patrocinar alguns posts!

      Abç
      Guzzon

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  1. Vinicius Rodrigues

    rá… essa eu já tomei.

    Mas faz tempo… não lembro direito. rs
    Lembro que gostei bastante.

    A gente tem algumas IPAs com essa característica de dulçor inicial e amargor no aftertaste, mas nem sempre a transição é harmônica. Essa parece ser uma que entrega bem isso.
    Harmonização top hein Guzzon, não vai queijo (não geralmente, mas o povo as vezes coloca –‘ ) rsrs

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    1. Fabrizio Guzzon Autor

      Grande Vini.
      Eu acho que um dos sinais de qualidade de uma Imperial IPA e estilos correlatos é justamente conseguir realizar esta transição do maltado para o amargo de forma consistente. A Le Freak entrega bem isso.

      E essa harmonização não precisa de queijo mesmo Vini, até pode colocar para gratinar, mas não precisa.

      Abç
      Guzzon

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  2. Daniel Córdova

    Fala Guzzon!
    Acho que não tomei essa ainda, mas fiquei bem curioso. Não sabia que ela era um blend de tripel com imperial IPA. Sensacional!
    A harmonização nem vou comentar né, sempre me fazendo passar fome hahaha
    Abraço!

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    1. Fabrizio Guzzon Autor

      Grande Daniel,
      O conceito é unir os dois estilos mesmo e fizeram isso muito bem feito, vale a pena provar se vc encontrar. É uma cerveja extrema, mas que consegue se manter coesa.

      Abç
      Guzzon

      Responder
    1. Fabrizio Guzzon Autor

      Grande Anselmo,
      Sim, a cerveja te trás sensações no limite.
      O amargor apesar de alto é cadenciado, no inicio o malte consegue segurar a sensação e manter as notas frutadas e o caramelo, mas logo o amargor vai ganhando força até um aftertaste bastante amargo, mas seco e curto.

      Achei que eles conseguiram ajustar muito bem a cerveja, a experiência apesar de intensa não é agressiva.

      Abç
      Guzzon

      Responder

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