Beertour 2017 – Zurique – Parte 3/3

By | 4 de abril de 2018

Essa é a 3ª e última parte de nossa viagem no final de 2017. O texto sobre o trecho Praga e Pilsen está na parte 2.

Zurique

O voo de Praga para Zurique é bem rápido, mas vale a pena, em opção ao trem, se você não tiver muito tempo disponível. Chegamos pela manhã e do aeroporto pegamos o trem direto para o centro da cidade, tínhamos só três dias aqui antes de voltar ao Brasil. Fazia mais frio que nos lugares anteriores onde estivemos, mas o ganho foi que tive a oportunidade de ver neve pela primeira vez na vida. E adorei como qualquer criança. Nos hospedamos no Swiss Star Anwand Lodges, uns apartamentos sem portaria com sistema self service de check-in e check-out. Você recebe um código na reserva, que fiz pelo Booking, e digita a senha em uma máquina na porta do prédio. A chave cai num compartimento, como doce nessas máquinas automáticas, e o quarto está liberado pra gente. Um bom custo benefício tratando-se de Zurique.

O dinheiro local é o Franco Suíço e as notas são tão lindas que dá até dó de gastar.

As barracas de rua e a decoração de natal, sobre as quais falei nos posts anteriores, já estavam mais ativas que nas outras cidades. A capital da Suíça é bastante cara, mais até do que imaginávamos e uma refeição em restaurante custa mais caro que as passagens pra chegar nestas bandas. Sendo assim, é uma boa aproveitar o estado de festa local e comer na rua. Outra boa dica pra se alimentar barato são algumas redes populares como a Coop City, uma mistura de Lojas Americanas com Carrefour Express.

Outra coisa legal nessa época são os eventos especiais de final de ano que rolam por toda parte. Um deles se chama Illuminarium e é uma bela apresentação com música, shows e luzes que embelezam e alegram prédios e locais históricos.

Illuminarium

Illuminarium

Zurique é cortada pelo rio Limmat que vai dar no Lago de Zurique. Nas suas margens, em frente a Ópera, fica a melhor Feira de Natal da cidade, onde um excelente Churrasco Grego custa 15 euros (sim, caríssimo, mas acredite, ainda é uma boa alternativa). Nesse caso, e com o frio que fazia a céu aberto, harmonizei meu sanduba com Glühwein, um vinho quente que você encontra em qualquer esquina por 4 euros.
Seguindo mais uma dica do Alexander Michelbach, fui conhecer o International Beer Bar. Na minha ingenuidade, achei que provaria cervejas locais, mas de cara descobri que o nome “International” não estava ali à toa. Eles trabalham apenas com cervejas importadas. Provei a Still Lifestyle, Porter, 7,3% de álcool, da Dry & Bitter Brewing Company da Dinamarca. Como a Marisa pouco bebe, tomou o Nicha Kombucha e, diga-se, tem ótimos fermentados de chá na casa.

Still Lifestyle, da Dry & Bitter Brewing

Still Lifestyle, da Dry & Bitter Brewing

Não foi o caso, mas essa Porter estaria muito bem harmonizada com os maravilhosos chocolates suíços (que custam mais barato que cervejas). Experimente os que você encontrar na ótima Confeitaria Sprüngli.
A última dica do Alexander acabou sendo a melhor de todas e ficou pras últimas horas que passamos na cidade. Fomos conhecer o Kaiser Franz, o bar do Rudy, que passou um tempão conversando com a gente sobre cerveja. São 8 torneiras, 7 estavam ativas no dia com 6 cervejas de Zurique.
Provei:
California Dreamin’ (IPA da nano cervejaria suíça Bear’n Stein).
Nürnberger Rotes (Red Lager da Amboss de Zurique).
Pumpkin (da suíça St. Laurentius, nano cervejaria).

O Kaiser Franz do Rudy

O Kaiser Franz do Rudy


Amizade e um bom bate papo sobre cerveja é uma das coisas mais legais que você pode fazer numa situação como essa. Aproveite sempre a oportunidade, puxe conversa com os donos de bares e cervejarias por onde você passar. Nem todo mundo é simpático, mas quando você encontrar alguém especial vai valer a viagem. O Rudy foi um cara tão gente boa que acabou me dando várias outras cervejas de presente:
Imperial Golden Pilsner (BFM – Brasserie des Franches-Montagnes)
Green Cap, Pale Ale (Butchers Tears, de Amsterdam).
Westvlwteren 8
GLORY ALE, Porter (BFM).

Mais uma vez, obrigado Rudy!

No dia seguinte embarcamos de volta para o Brasil. Foram ótimas férias e tivemos grandes momentos. Visitamos, experimentamos, comemos e bebemos bem mais do que descrevi aqui, mas acho que, com relação a cerveja, o melhor estão nestes posts. Quando puder, viaje para a Alemanha, República Tcheca e Suíça, tenho certeza que você vai gostar.

Obrigado por ter lido e Saúde!

3 thoughts on “Beertour 2017 – Zurique – Parte 3/3

  1. Daniel Córdova

    Excelente, Anselmo!

    Esses posts de viagem sempre dão vontade de botar o pé na estrada de novo. Pena que o dinheiro não é infinito hahaha

    Muito legais tuas férias.

    Abraço!

    Reply
  2. Fabrizio Guzzon

    Grande Anselmo,

    Muito bacana o relato final da viagem. As notas de Franco Suiço muito bonitas! Daria para colocar num quadro, mas pelo visto é muito caro para deixar parado na parede…. rsrsrs

    E as cervejas que você provou me pareceram bem legais, alguma delas se destacou ? Chamou a atenção mais que as outras?

    Abç
    Guzzon

    Reply
    1. Anselmo Mendo Post author

      Guzzon! Obrigado por comentar. Um quadro com notas de Francos Suíços seria algo pra ser leiloado na Sotheby’s Gostei bastante da Porter Dinamarquesa e da BMF Glory Ale que trouxe para o Brasil. Talvez as escuras combinem bem com o clima de lá. Apesar de caro, gostaria de fazer outra visita a Suíça com mais tempo.
      Abs!

      Reply

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